mulher irritada

Existem vários níveis para abordar o tema da paciência, mas primeiro devemos entender que podemos mudar nossa atitude. Por exemplo, em vez de ver alguém de quem não gostamos como um problema, podemos tentar ver que, na verdade, ele representa uma grande oportunidade para aprendermos. Precisamos de circunstâncias e pessoas difíceis em nossa vida para cultivarmos a paciência, e não podemos cultivar essa qualidade se não tivermos nada e nem ninguém nos desafiando. Se encontramos continuamente pessoas amáveis e amorosas, amigáveis e prestativas, isso é absolutamente maravilhoso, mas podemos nos tornar espiritualmente frouxos.

A paciência pode ser um problema para mim, porque geralmente as pessoas são muito agradáveis comigo. Podemos nos iludir com uma falsa sensação sobre a nossa própria bondade, porque é muito fácil ser agradável com pessoas amáveis. Porém, se entramos em um escritório do governo indiano e os funcionários são muito antipáticos, aí podemos ver. Ali está. A raiva não desapareceu. Então podemos decidir ser rudes, ou pensar: “Uau, muito obrigado.” Esta é a chance — exatamente agora — de transformar a situação e não responder de maneira óbvia.

Podemos valorizar verdadeiramente o fato de podermos considerar pessoas difíceis e conflituosas como amigos espirituais — elas nos ajudam no caminho espiritual porque sem elas nunca poderíamos aprender a desenvolver a paciência, a tolerância e a bondade. É fácil ser amoroso com alguém adorável. O desafio é ser amoroso com alguém horrível.