Compreenda o temporário pelo que ele é

Por Vítor Barreto
em 14 Março, 2019
Compreenda o temporário pelo que ele é
Mas, na verdade, o corpo não é uma coisa que se possa consertar. Como Sua Santidade o Dalai Lama falou: “A felicidade física é apenas um eventual equilíbrio dos elementos no corpo, não uma harmonia profunda. Compreenda o temporário pelo que ele é”. O corpo é, na verdade, um organismo dinâmico e imprevisível, dependente de partes, de elementos, de todas as outras coisas no universo – um koan em si mesmo.

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Sobre o voto de renascer como mulher, de Jetsunma Tenzin Palmo

Por Vítor Barreto
em 08 Março, 2019
Sobre o voto de renascer como mulher, de Jetsunma Tenzin Palmo
Ela não era particularmente militante. Acontece simplesmente que o equilíbrio de poder no campo espiritual tinha que ser corrigido. “Claro que ser homem ou mulher é relativo, mas neste momento estamos vivendo em um plano relativo, e o caso é que há uma imensa escassez de professores espirituais femininos. Então, ser mulher neste momento é mais útil”, diz ela com simplicidade.

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As emoções e o arco-íris

Por Vítor Barreto
em 28 Fevereiro, 2019
Arco-íris na mão
Existe uma grande diferença entre ter pensamentos e emoções e ser absorvido por eles e se identificar com eles. Ainda podemos ter pensamentos e emoções enquanto vemos sua qualidade de arco-íris. Em outras palavras, embora não acreditemos neles de todo coração, podemos brincar com eles. Quando vemos um arco-íris, não pensamos que seja real. Arco-íris surgem a partir de certas causas e condições, como a umidade do ar entrando em contato com a luz do sol sob certo ângulo. Se todas as causas e condições se juntam, temos algo que é muito bonito e de aparência muito sólida que chamamos de arco-íris. Ele não existe realmente, mas ainda assim existe.

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Mude suas prioridades, mas continue sendo como é

Por Vítor Barreto
em 13 Fevereiro, 2019
Mude suas prioridades, mas continue sendo como é
Este aforismo nos diz que devemos transformar nossas mentes, mas, externamente, não precisamos mudar radicalmente nosso comportamento para mostrar o quanto nos tornamos “espiritualizados”. Nós nos esforçamos para atenuar as aflições mentais, melhorar a qualidade da atenção e cultivar a equanimidade, a bondade amorosa e a compaixão. Quando conseguimos um pouco de progresso, a inclinação natural é se mostrar: “eu costumava ser mesquinho mas, agora, olha só como sou generoso. Eu costumava ser impaciente mas, agora, olha como sou tranquilo!” Queremos mostrar o que conquistamos, externalizar as boas transformações que ocorreram dentro de nós. O compromisso é o de resistir à tentação de externalizar o progresso espiritual. Mantenha essas práticas profundas, produza grandes mudanças em sua mente, mas deixe sua conduta permanecer como está.

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Reconhecendo gatilhos e padrões

Por Vítor Barreto
em 06 Fevereiro, 2019
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Reconhecendo gatilhos e padrões

Depois de se ter passado algum tempo observando, com presença mental, como agimos e reagimos enquanto vivenciamos diversos estados emocionais, começamos a reconhecer padrões. Tornamo-nos capazes de reconhecê-los: É assim que eu fico quando estou com raiva, é assim que fico com ciúmes, com desejo e assim por diante. Nesse ponto, já temos um bom retrato de nossa própria constituição emocional. Esse olhar fresco sobre si próprio quando sob a influência de tais hábitos pode revelar qual é o momento ideal para buscar ajuda e procurar uma saída.

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A metabavana é crucial para o desenvolvimento da sabedoria

Por Vítor Barreto
em 04 Fevereiro, 2019
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A metabavana é crucial para o desenvolvimento da sabedoria
A visão é mais elaborada quando nos tornamos mais carinhosos e mais amorosos e nos abrimos para os outros. Nós não teremos uma mente fechada se adotarmos essa abordagem equilibrada. Para esse fim, o próprio Buda ensinou a meditação sobre a bondade amorosa, metta-bhavana. Ele disse que a meditação de metabavana é crucial para o desenvolvimento de prajna ou sabedoria.

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Responda de uma única forma a todas as crises de desânimo

Por Vítor Barreto
em 21 Janeiro, 2019
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Responda de uma única forma a todas as crises de desânimo
Depois de praticar por algum tempo, você pode sentir que não está fazendo muito progresso e se perguntar se o problema é com a prática ou com você mesmo. O desânimo pode resultar da falta de confiança na prática. Você pode achar que sua mente ficou muito pesada depois de praticar tonglen ou você pode se sentir infeliz. Pode também simplesmente se sentir deprimido por estar exposto a um mundo tão cheio de delusão, agressão, egoísmo, conflito e miséria.

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Elementos sutis

Por Vítor Barreto
em 14 Janeiro, 2019
Elementos sutis - post no blog da Lúcida Letra
O corpo sutil muito raramente é discutido nos ensinamentos públicos. Entende-se que seja um dos ensinamentos mais elevados ou superiores do budismo tibetano. Entretanto, acredito que o entendimento do corpo sutil e sua influência em nossos pensamentos, ações e, em particular, nossas emoções seja essencial para o entendimento das camadas que obscurecem nossa capacidade de nos relacionarmos cordial e abertamente conosco mesmos, com os outros e com as condições que cercam nossa vida. Além do mais, sem entendimento do corpo sutil, a maioria das práticas de meditação se torna um simples exercício de extensão da nossa zona de conforto, uma série de técnicas que resultam na preservação do senso sólido de “eu”.

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As emoções são como faíscas

Por Vítor Barreto
em 08 Janeiro, 2019
As emoções são como faíscas
Já vimos que nossas emoções são mais fluidas do que pensávamos. A diferença é que agora, quando há o OLHAR de forma desnuda da experiência das emoções, vemos ainda mais. Neste ponto é possível ver as emoções como momentâneas e cheias de espaço – são como flashes de luz ou bolhas de gás na bebida. Há uma faísca de raiva e então outra faísca.

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A mente inquieta

Por Vítor Barreto
em 21 Dezembro, 2018
A mente inquieta
Algumas vezes, ou, talvez, até a maior parte do tempo, nossas mentes se sentem um pouco como fliperamas, sempre ricocheteando para todos os lados. Ah, se ao menos nos sentíssemos assentados em nossas próprias mentes e felizes com o lugar onde estamos e a direção que tomamos. Ah, se ao menos nossas mentes parassem de supercomplicar, superanalisar, pensar demais.

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